Alberto Vianna

Alberto Vianna

22/09/2020

É o atleta convidado a julgar a 7o etapa

Nome:

Alberto

Desde que ano está envolvido no mundo do cavalo:

No hipismo desde 1993, com cavalos desde antes do meu 1* ano de vida

Conte como iniciou no hipismo:

Sempre fui apaixonado por cavalos, todo final de semana estava na fazenda, era uma alegria acordar cedo para montar e ir ajudar meu amado e super especial avô na lida com o gado, juntamente com os vaqueiros que até hoje são grandes amigos.

Conta a lenda que me sentei em uma sela antes de completar 1 anos, claro que junto com meu avô.

Bem novo sumia pela Fazenda a cavalo e precisavam me procurar e lá estava eu fazendo uma divertida bagunça trocando os bois, fazendo eles perder peso (o que não é nada bom, quando aprendi a abrir a cerca montado aí mesmo que piorou a bagunça, trocava de manga(pasto / piquete) os animais da engorda com os da cria , juntava sem saber os bezerros que tinham sido desmamados. Meu avô sempre firme e com muito amor me explicava o por que não poderia fazer aquilo .
Aos 10 anos tive meu primeiro contato com a equitação em si em um curso de tambor, na companhia sempre da minha mais que especial e amada mãe, esse curso fiz por iniciativa de meu tio que na época já era veterinário especializado em equinos, quem inclusive me levou para assistir minha primeira prova hípica 6 meses depois.

Até que dia 15 de janeiro de 1993 comecei na Escola de Equitação do Country Clube Hípico de Belém. Lembro que minha primeira prova e a segunda por aquelas sortes de principiantes acabei vencendo, mas meu avô e minha mãe nunca deixaram eu achar que por eu era o super bom é sim que era o começo de uma trilha para o aprendizado, trilha que em alguns momentos você faz ao passo , outros ao trote e as vezes ao galope , mas sempre na busca constante da evolução.

Nessas quase 3 décadas foram muitas quedas, derrotas e algumas vitórias, mas sempre vencendo a vontade de ser cavaleiro, praticar hipismo em um local com pouca tradição, distante geograficamente dos principais centros hípicos do Brasil, mas com pessoas muito empenhadas em desenvolver o esporte.

Fale um pouco das suas conquistas:

Ao longo da minha trajetória tive a honra de montar e aprender com muitos bons cavalos e sempre generosos para me ensinar, tive felicidade de passar por bom a instrutores, com incentivo e apoio sempre irrestrito de minha mãe e meu avô fiz algumas clínicas, estágios e treinamentos com grandes feras do nosso esporte, dentre essas:


A famosa clínica do CEPEL com os multi Campeões Vitor Teixeira , Bernardo Alves, Pedro Paulo Lacerda e Marcos Vale. Depois da clínica ainda fique mais um período montando com Pedro Paulo.

Clínica com o medalhista olímpico Felipe AZEVEDO.

Jus Kumps mais recentemente. um dos melhores preparadores de cavalos de alto rendimento do mundo.

cursos de doma com os conceituados horsemanship Eduardo Borba e Fernando Rolim.

Treinamentos e estágios com grandes nomes do esporte hípico entre os quais:


Ferreira, craque, e muito querido Tchê.
Ariovaldo Carretero um dos mais competentes e vitoriosos formadores de cavalos.

Com o Daniel Baldisera também passei um tempo em suas cocheiras um grande concursista.

Além de outros cavaleiros com os quais trabalhei já morando em São Paulo.

Minha maior Vitória foi saber compreender o que a vida me mostrou quando em com 22 anos os médicos me falaram que eu não poderia mais montar, mais praticar o hipismo como esporte de competição.

Foi um choque, estava no último ano da faculdade, estava iniciando 2 cavalos e bem naquela época começava a ter alunos de Hipismo. Porém nada na vida acontece sem uma razão, na época.


Eu já gostava de armar e precisava julgar as provas no meu amado estado do Pará, vi que poderia continuar sendo feliz no cavalo dando aulas e armando. Ser instrutor já era algo que gostava, com o tempo fui me apaixonando mais ainda e também pelo ofício de armador.


Talvez eu ainda não saiba a razão de não poder mais ser um atleta de Hipismo, ou talvez tenha aprendido algo que eu só fui condições de perceber justamente com esse fato já que Deus apresenta as coisas para a gente no ordinário e não precisando fazer algo de Extraordinário.

É uma alegria quando os alunos estão evoluindo, melhorando sua montada, alguns subindo para categorias altas, outros sendo mais felizes nas suas categorias, montando melhores o que lhes proporciona mais prazer a cavalo.

Desenhador de Percurso – CBH – Confederação Brasileira de Hipismo

Juiz de Salto – CBH

Instrutor de Hipismo – FEI I – Federação Equestre Internacional

Títulos como instrutor- já morando em São Paulo conquistamos

Vice Campeonato Regional de Escolas – Equipe

Campeões em várias categorias na Regional Abhir.

3* Lugar Campeonato Paulista de Amazonas.

Carreira como Desenhador de Percurso


– Provas e Concursos no Norte / Nordeste
– Circuito Vale do Tietê
– Helvetia Open
– Provas internas

Como Desenhador assistente


Concurso de Salto internacional-
-Indoor da Hípica Paulista 2018
-Indoor da Hípica Paulista 2019

Concurso de Salto Nacional


Copa São Paulo
Indoor da Hípica Paulista 2018
Indoor da Hípica Paulista 2019
CSN de Maio – Clube Hípico de Santo Amaro.
CSN João Pessoa
CSN Natal

Campeonato Brasileiro de Salto –
Campeonato Brasileiro de Amador SHP – 2019
Campeonato Brasileiro de Cavalos Novos – Agromen- 2019
Campeonato Brasileiro de Masters – SHP – 2020

Etapas do ranking da SHP

Tendo tido a honra de trabalhar com os grandes armadores do Brasil e do mundo – A amazona olímpica e desenhador internacional Lúcia Faria, Baica, Balem, Gabriel, Júnior Blanco, Moisés, Marina Azevedo, o olímpico Fredéric Cottier, Frank Rottemberg e feito curso com o desenhador das olimpíadas e de Copas do Mundo Guilherme Jorge

Possivelmente esqueci algum, mas não poderia deixar de citar essa importante iniciativa do Clube do Hipismo – Um dos dois desenhadores oficiais da primeira Copa Virtual de Hipismo do Brasil

Qual a importância dos fundamentos para um atleta de alto nível:

A iniciação correta é que irá ditar o nível do hipismo que esse cavaleiro e essa amazona irá praticar ao longo da sua vida.
Saber a razão das coisas, ter o conhecimento teórico fará com que esse atleta saiba encontrar o melhor caminho para sua evolução, o fundamento, a doutrina da Equitação Clássica, arte e ciência milenar é comum para todos , cabe a esse atleta juntamente com seu instrutor ( que também deve conhecer os fundamentos básicos, intermediária e avançados na teoria inclusive) transformar esse conhecimento em treinos específicos para esse determinado conjunto.

No Colégio você não aprende a resolver uma expressão complexa sem antes saber separadamente somar , dividir, multiplicar, subtrair, então porque saltar se ainda não sabe galopar, por que galopar se ainda não tem equilíbrio e controle das ajudas no trote e no passo.
Seguindo e respeitando cada passo (que é diferente para cada um por várias razões)o processo de aprendizado será mais prazeroso e você não irá perder tempo tento que voltar para aprender e sim praticar sempre de forma mais produtiva.

Bom galope para todos!!
Opa, primeiro ao passo e sempre de capacete.